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🍃 Duração da Humidade Foliar (LWD)

O Índice de Duração da Humidade Foliar (LWD) estima quando as folhas estão molhadas devido a orvalho, chuva, nevoeiro ou irrigação. É essencial para modelos de risco de doenças fúngicas, pois a maioria das infeções requer períodos específicos de humidade foliar.


O Que É​

A humidade foliar ocorre quando a superfície das folhas está molhada. Este estado é crítico para o desenvolvimento de doenças:

  • Infeção por fungos: Míldio, oídio, botrite e outras doenças necessitam de folhas molhadas para germinar esporos e infetar a planta.
  • Duração crítica: A maioria das doenças requer períodos mínimos de humidade contínua (geralmente 4-12 horas) para estabelecer infeção.
  • Condições favoráveis: Manhãs frias com orvalho, períodos de chuva, ou irrigação por aspersão prolongam a humidade foliar.

A Kropie estima a humidade foliar usando o método do diferencial de ponto de orvalho, sem necessitar de sensores dedicados.


Como a Kropie o Calcula​

A Kropie calcula o estado de humidade foliar de hora a hora utilizando o método do diferencial de ponto de orvalho:

  • Fonte de Dados:
    • Temperatura do ar (°C)
    • Humidade relativa (%)
    • Ponto de orvalho (°C) - medido se disponível, calculado caso contrário
  • Frequência de Atualização: Horária.
  • Período de Cálculo: Durante todo o ano (sem restrição sazonal).

Método:

As folhas estão MOLHADAS quando a temperatura do ar está próxima ou abaixo do ponto de orvalho:

MOLHADO quando: Temperatura ≤ Ponto de Orvalho + 2.0°C
SECO quando: Temperatura > Ponto de Orvalho + 2.0°C
(margem de 2°C para compensar diferenças de temperatura entre ar e superfície foliar)

Resultado: 1 = molhado, 0 = seco

Cálculo do Ponto de Orvalho (se sensor não disponível):

Usa a fórmula de Magnus-Tetens:

PO = (b × α) / (a - α)

Onde:
α = ((a × T) / (b + T)) + ln(HR / 100)
a = 17.27
b = 237.7°C
T = Temperatura (°C)
HR = Humidade Relativa (%)

Importância Agronómica​

A Duração da Humidade Foliar é fundamental para a gestão de doenças:

  • Previsão de Infeções: Períodos prolongados de humidade (> 6 horas) aumentam significativamente o risco de doenças.
  • Timing de Tratamentos: Aplicar fungicidas preventivamente quando se prevêem longos períodos de humidade.
  • Complementa Outros Índices: Integra-se com o Índice de Risco de Míldio para previsões mais precisas.
  • Validação Científica: Método usado em modelos de doenças reconhecidos internacionalmente.

Interpretação​

EstadoValorSignificadoAção Recomendada
SECO0Folhas secasBaixo risco de infeção
MOLHADO1Folhas molhadasContabilizar horas para risco de doença

Acumulação de Horas Molhadas:

Horas Molhadas (24h)Risco de DoençaInterpretação
< 4BaixoPeríodo insuficiente para infeção
4–8ModeradoRisco crescente, monitorizar
8–12AltoCondições favoráveis a infeções
> 12Muito AltoRisco crítico, tratamento preventivo

💡 Os valores de duração variam conforme a doença específica. Míldio requer períodos mais longos de humidade foliar que oídio, por exemplo.


Visualização na Kropie​

O Índice de Duração da Humidade Foliar encontra-se em "Índices Agronómicos → Condições Atmosféricas → Humidade Foliar."

  • Mostra estado horário (molhado/seco) em tempo real.
  • Gráfico de humidade foliar nas últimas 24-48 horas.
  • Contagem automática de horas molhadas acumuladas.
  • Integração com alertas de Risco de Míldio.

Boas Práticas​

  • Monitorizar diariamente durante a época de crescimento.
  • Manhãs com orvalho: Verificar se houve período prolongado de humidade foliar.
  • Após chuva: Contabilizar horas molhadas para avaliar risco de doença.
  • Antes de tratamentos: Usar LWD para decidir o melhor momento de aplicação de fungicidas.
  • Combinar com Temperatura: Muitas doenças requerem humidade + temperatura específica (ex: míldio 10-25°C).
  • Integrar com Risco de Míldio: A Kropie combina automaticamente LWD com outros fatores de risco.

📚 Referências​

  • Pedro, M. J., & Gillespie, T. J. (1982). Estimating dew duration. I. Principles and limitations. Agricultural Meteorology, 25, 213-230.
  • Jones, H. G. (2013). Plants and Microclimate: A Quantitative Approach to Environmental Plant Physiology. Cambridge University Press.
  • Madden, L. V., Hughes, G., & van den Bosch, F. (2007). The Study of Plant Disease Epidemics. American Phytopathological Society.
  • Kropie.com